quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Òfún mèjì



Um dia os 401 Irunmolè se reuniram, eles decidiram formar uma sociedade de negócios a qual traria lucros extras para eles. Foi a melhor forma que eles encontraram de se encontrarem o tempo todo, enquanto faziam lucros.
Parte de seus planos era também, conversar sobre qualquer risco antes de embarcarem em uma empresa. A pessoa que que fosse escolhida a melhor entre eles, seria dado um dividendo mais alto ao final das transações comerciais.
Quando eles começaram esse negócio, foi um sucesso imediato. As primeiras quatro vezes que eles fizeram negócios, as sugestões de Ọrúnmìlà deram o peso, no quinto, no sexto e no sétimo, todos os irunmolè se esforçaram para dar melhores sugestões, que as apontadas por Ọrúnmìlà e elas fracassaram. Foi assim que a inveja escorregou para dentro de seus assuntos.
Por que somente Ọrúnmìlà estaria levando o dia o tempo todo?
Isto significava que eles seriam subalternos a ele permanentemente?
Isso não daria a impressão que Ọrúnmìlà seria o mais inteligente de todos eles?

Assim foi como eles começaram a conspirar contra Ọrúnmìlà.
Um dia, os demais Irunmolè se reuniram para elaborar um plano para cuidar de Ọrúnmìlà. Depois de muita conversa, eles concluíram que ele não poderia ter paz mental. Eles planejaram criar medo dentro de sua mente. Nesta mesma noite, eles delegaram a Şàngó, Ògún e Sanpponà que fossem aterrorizá-lo.
Quando eles chegaram a sua casa, era a metade da noite. Eles começaram a bater em sua porta. Eles batiam e batiam. Quando eles escutaram seus passos, eles desapareceram. Eles fizeram isso todas as noites. Ọrúnmìlà já não podia dormir. Isso aconteceu por cinco dias. Ọrúnmìlà disse aos outros Irunmolè o que estava acontecendo. Eles lhe deram uma série de conselhos, os quais eles sabiam que não iriam resolver seu problema. Pelas suas costas, eles se parabenizavam pelo trabalho bem feito.
Quando Ọrúnmìlà se deu conta de que a situação estava saindo de suas mãos, ele foi consultar Ifá:
Ele superaria este problema?
Os responsáveis seriam expostos?
O Áwo lhe assegurou que ele não somente superaria o problema, como ele também colocaria os responsáveis expostos a vergonha. Ele foi aconselhado a oferecer ebo como foi descrito acima. Um orifício para espiar foi aberto em sua porta dianteira. Ele foi aconselhado a caminhar na ponta dos pés, cada vez que ouvisse baterem na porta e olhar através do orifício, antes de abrir a porta. Ọrúnmìlà obedeceu a todos os conselhos e regressou para casa.
Quando chegou a noite, Şàngó, Ògún e Sànpònná chegaram a casa de Ọrúnmìlà como de costume, eles começaram a bater incessantemente. Sem eles saber, Ọrúnmìlà caminhou na ponta dos pés até a porta e olhou através do orifício para espiar. Ele viu Ògún, Şàngó e Sànpònná. Em vez de abrir a porta, ele começou a cantar:

Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Olúbambí (Şàngó) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Lákáyé (Ògún) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Ọbàlúwayè (Sànpónná) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas
Assim é como o mundo se comporta!

Logo que eles escutaram a canção, os três correram em grande confusão:
Como ele nos viu se não abriu a porta?
Eles perguntaram.
Eles foram e acordaram todos os conspiradores.
Eles disseram:
Ele nos viu e nos reconheceu.
Por que vocês esperaram ele abrir a porta e não se esconderam antes?
Eles responderam.
Os conspiradores disseram que eles enviariam outros três Irunmolè a casa de Ọrúnmìlà na noite seguinte. Eles nomearam Ợbàtálá, Òsún e Yemọjá para que fossem e colocassem medo dentro de sua mente... Na metade da noite, os três chegaram à casa de Ọrúnmìlà e começaram a bater na porta com muita força e repetida vezes. Ọrúnmìlà estava preparado para eles. Ele caminhou na ponta dos pés e olhou outra vez pelo orifício da porta. Ele viu três deles e começou a cantar:

Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Òrìşànlá não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Òsún-Onikíi, não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Yemọjá-Awoyo não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas
Assim é como o mundo se comporta!

Eles três também regressaram aos outros conspiradores para informa-los que mesmo sem abrir a porta, Ọrúnmìlà foi capaz de vê-los e saber quem eram eles. Não querendo aceitar a derrota de qualquer maneira, os conspiradores enviaram outros três a casa de Ọrúnmìlà na noite seguinte. Eles nomearam: Òrò, Eégúngún e Ègbé.
Logo que eles chegaram a casa de Ọrúnmìlà começaram a bater na porta com muita força e incessantemente. Ọrúnmìlà olhou pelo orifício e os viu Ele começou a cantar assim:

Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Òrò Otute não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Eégúngún Abala, não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Alara Igbo não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas
Assim é como o mundo se comporta!

Quando os três escutaram isso, eles foram embora correndo. Eles foram contar aos outros que Ọrúnmìlà na havia aberto a porta antes de identificá-los. Foi neste momento que Èşù Òdàrà lhes disse para não se preocuparem em mandar outros Irunmolè a casa de Ọrúnmìlà. Ele explicou que o que eles estavam fazendo contra Ọrúnmìlà não tinha justificativa e esta era a razão por que lhes seria impossível derrota-los. Èşù não vai além, quando uma pessoa justa começa a enfrentar problemas em sua vida, quando esta pessoa está fadada a triunfar. Ele concluiu, aconselhando-os a se desculpar com ele por todas as maldades feitas. Logo cedo pela manhã seguinte, todos os 400 irunmolè foram à casa de Ọrúnmìlà e pediram desculpas a ele. Quando ele teve certeza que eles estavam arrependidos, ele aceitou suas desculpas.

Este mundo, este mundo está cheio de maldades.
Este mundo é aquele que recolhe as cinzas comuns como fogo para que outros cozinhem com ele.
Este mundo, este mundo está pleno de atrocidades
Este mundo é aquele que prepara a comida com areia para que outros comam
Este mundo, este mundo está cheio de intrigas
Este mundo é aquele que converte meras cabaças em um poderoso buraco
Este mundo, este mundo está pleno de caprichos
Este mundo é aquele que recolhe pedras vermelhas de barro para pressionar seus corpos e queimar uns aos outros
Estas foram as declarações de Ifá aos 401 Irunmọlẹ
Quando estavam indo montar uma sociedade comercial
Eles foram aconselhados a oferecer ebo
Somente Ọrúnmìlà obedeceu
Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Olúbambí (Şàngó) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Lákáyé (Ògún) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Ọbàlúwayè (Sànpónná) não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas
Assim é como o mundo se comporta!
Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Òrìşànlá não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Òsún-Onikíi, não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Yemọjá-Awoyo não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas
Assim é como o mundo se comporta!
Então, é assim que o mundo se comporta
É assim que as pessoas fazem
Òrò Otute não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Eégúngún Abala, não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
Alara Igbo não somos você e eu
Que comemos juntos
E bebemos juntos
As pessoas cometem maldades contra os outros e logo simpatizam com elas

Assim é como o mundo se comporta!

Epá Odù. Epá Òrìsà

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ọșogbo – O reino de Òşún



A festa anual das oferendas a Òşún, realizada em Ọșogbo na Nigéria é uma reatualização do pacto que o primeiro rei local contraiu com o rio do mesmo nome.
“Laro”, o antepassado do atual rei, depois de prolongadas atribulações procurando um lugar favorável onde pudesse instalar-se com seu povo chegaram ao rio Òşún, onde a água corria permanentemente.
Segundo se conta alguns dias mais tarde uma das filhas desapareceu nas águas quando se banhava no rio e, passado algum tempo, delas saiu, esplendidamente vestida. Declarou aos seus pais que fora admiravelmente recebida e tratada pela divindade que ali morava.
Laro foi fazer oferendas de agradecimento ao rio. Muitos peixes, mensageiros da divindade, em sinal de aceitação, vieram comer o que o rei jogou na água. Um peixe de grande tamanho veio nadar perto do lugar onde ele se encontrava e cuspiu água.
Laro recolheu essa água em um cabaça e bebeu-a, celebrando assim um pacto de aliança com o rio. “Em seguida estendeu as mãos e o grande peixe saltou nelas e assim assumiu o título de Àtàója, contração da frase yorùbá” A le’wo gba eja (aquele que estende as mãos e pega o peixe).
A partir disso ele declara “Òşún gbo”, isto é, (Òşún encontra-se em estado de maturidade, suas águas sempre serão abundantes).
Daí originou-se o nome da cidade, Ọșogbo.
No dia da festa “Òdùn Òşún” o “Àtàója” vai com grande pompa até o rio. Leva na cabeça uma coroa monumental feita de pequeninas contas. Usa um pesado traje de veludo e caminha com gravidade e calma, rodeado por suas esposas e dignitários.
Uma filha do “Àtàója” carrega nessa procissão anual, uma cabaça de Òşún. Ela tem o título de “Arúgbó Òşún” (aquela que carrega a cabaça de Òşún) e só pode exercer essa função antes da puberdade.
Ela representa a menina que desapareceu outrora no rio. Sua pessoa é sagrada e o próprio “Àtàója” inclina-se diante dela.
O Àtàója vai sentar-se numa clareira e acolhe as pessoas que vieram assistir à cerimônia. Os reis e chefes das cidades vizinhas comparecem ou enviam seus representantes. A todo o momento chegam delegações precedidas por orquestras. Troca de saudações, prosternações e danças, como marca de cortesia recíproca que se sucede em crescente animação.
No final da manhã, o Àtàója, acompanhado de sua corte e convidados aproxima-se do rio Òşún e manda jogar nele, através da Iya Òşún e do Aworo, oferendas de comidas: “agídí” (massa feita de milho), inhames cozidos, ” iyanli” (espécie de sopa) etc.
Os peixes disputam as comidas sob o olhar atento das sacerdotisas de Òşún.
 A seguir o Àtàója vai ao recinto de um pequeno templo vizinho e senta-se em cima da pedra (Òkúta Laro) onde seu antepassado Laro repousou outrora.
O Àtàója está rodeado pelos dignitários do culto de Òşún:
Iya Òşún, a mulher que se encontra à frente das sacerdotisas.
Aworo, o homem que se encontra à frente dos sacerdotes e seus substitutos.
Jagun Òşún, a mulher guerreira de Òşún.
Balògun Òşún, o guerreiro de Òşún.
Ololigan Òşún, o homem que se encontra à frente de todos aqueles que fazem oferendas a Òşún.
Ìyàlódè Òşún, à mulher que se encontra à frente de todos os adoradores de Òşún, com exceção dos “Ìwòrò”.
Iyan gba Òşún, a mulher que, a cada quatro dias, vai procurar água para lavar os seixos de Òşún.
Àkùn Yungba Òşún, chefe dos cantores do culto a Òşún.
Prosseguindo ao cerimonial da festa a “Iya Òşún e o Aworo” realizam a adivinhação para saber se a divindade ficou contente com as oferendas que acabam de fazer-lhe e se tem alguma vontade a exprimir.
A seguir as pessoas cantam em torno do Àtàója, sentado no Okuta Laro. “Seguem-se então cantigas em louvor a Òşún seguido de cânticos em comemoração à ação de Òsànyìn cujas palavras evocam as virtudes simbólicas de certas folhas”.
Ìrókò, que produz calma.
Ògègè a árvore na qual se sobe para ficar protegido.
Òdúndún, sempre fresca.
A parte religiosa pública chegou ao fim. O Àtàója, seguido pela multidão volta à clareira onde recebe seus convidados e os trata com uma generosidade digna da reputação de Òşún.
Fora desta data anual são feitas oferendas a Òşún a cada quatro dias (semana yorùbá).
A festa anual (Òdùn Òşún) retorna portando a cada noventa e duas semanas yorùbá, perdendo um dia em cada ano solar normal e dois dias a cada ano solar bissexto.
O Àtàója, referindo-se a deusa Òşún diz:
“O povo de Ọșogbo e o Àtàója tem um pacto com o rio Òşún”.
Eles acreditam que o espírito de Òşún mora no rio Òşún e tem ali seu palácio, em lugar próximo de Ọșogbo. Pensam também que todos os lugares profundos do rio Òşún, a partir de “Ìgèdè” onde ele nasce até a laguna de “Leke” onde ele despeja suas águas, são habitados pelos espíritos de todos os seguidores, servidores e amigos quando ela vivia.
Esses lugares profundos recebem a denominação de “Ibú”.
Finalizando diz:
Todos os rios tributários que deságuam no rio Òşún são os dedos da deusa e todos os peixes que nele existem, bem como em seus afluentes são os mensageiros de Òşún.
Os tesouros de Òşún são guardados no palácio do “Àtàója” templo este que fica situado nas proximidades do rio Òşún.


Òsó Igbó pèlé o, gbogbo ìkòkò mi lé tí fo tan.
Feiticeiro da Floresta faça devagar, você já quebrou todos os meus vasos.
A tẹwọ gbáà eja.
O que deu origem a Àtàója
(Contração de frase yorùbá ele estende as mãos e recebe o peixe).

Àtàója declarou então:
Òşún gbó!
Sélèrú àgbò, àgbàrá àgbò,
L’Òşún fi we ợmợ rè
Kí dókítà ó tó dé

Òşún está em estado de maturidade,
Suas águas são abundantes.
Torrentes de poções
É onde Òşún banha seus filhos
Antes que venham os doutores.


domingo, 2 de julho de 2017

Tipos de Ẹgbẹ Ợrùn

O texto abaixo nos remete ao conhecimento de que não existe apenas o Ẹgbẹ Abiku como único Ẹgbẹ Ợrùn, problemas na infância ou mesmo na fase adulta podem estar ligados a algum desses clãs. Um sacerdote versado é a escolha indicada para investigar, diagnosticar e tratar desse assunto. Veremos uma pequena amostra desse universo poderoso, oculto e admirável chamado Ẹgbẹ Ợrùn.
O pequeno texto abaixo é uma compilação do livro homônimo de Ayò Salami.
Segue:



Também chamado de Alaragbo em alguns lugares das terras yorùbá, Ẹgbẹ é geralmente associado com as crianças do que com adultos. De acordo com um verso de Ifá em Èjì Ogbè, Ifá diz:

Pelos atos de um inhame, optamos por convertê-lo em inhame pilado
Pelos atos do milho, nós os escolhemos como papa.
Pelos atos de uma mulher, ela mesma se faz ser a favorita
Pelos atos do filho de alguém, é ele que se marca como Aręmợ*
Ifá foi lançado para Ọrúnmìlà
No dia em que Ifá estava formando o Ẹgbẹ de filhos
Não leve o Áwo a ruína
Vamos utilizar as folhas de kókò para marcar a árvore Òpę.

*Aręmợ é o filho mais velho de uma família que na maioria das vezes é visto como o herdeiro aparente.

Os yorùbá acreditam na formação de um filho desde o nascimento para que possa ser útil a si mesmo e para a sociedade. Logo que ele nasce, a adivinhação do Esentayé se realiza para determinar a trajetória do filho nessa vida. Padrões e inclinações de conduta também darão pistas para se conhecer e o que fazer para ajudá-lo moralmente e aumentar suas possibilidades de êxito em suas empresas no futuro. Quando um filho rouba, chora sem para, mente com freqüência ou mostra qualidades de liderança, há rituais que se faz para mudar a situação ou melhorar os rasgos positivos. Algumas situações ajudam a identificar a ‘firma espiritual’ de um filho, de maneira que isso não venha atrapalhar suas possibilidades entre seus pares durante sua vida.
Sobre essa base de rasgos de caráter dos seres humanos na Terra, os yorùbá tem classificado Ẹgbẹ em diferentes categorias. Antes de discutir essas categorias notemos que Ẹgbẹ se conhece como:
Como incontáveis são as áreas na Terra. Isso mostra que eles são incontáveis e é impossível fazer uma lista de todas elas. Na continuação veremos alguns exemplos.

Ìyálóde

Ìyá l’óde é considerada como a líder de Ẹgbẹ na Terra, a qualidade de liderança é característica mais evidente dessa classe de Ẹgbẹ. Olhando pelo nome, pode parecer que somente as mulheres podem pertencer a Ẹgbẹ Ìyálóde. A liderança de Ìyálóde pode, no entanto, limitar-se a Terra como Ifá declara em um verso de Ìròsùn mèjì:

Asékéséké ìlèkè
Ìlèkè náà asékéséké
São eles que lançam Ifá para Jánjásá
Jánjásá é a chefe de Ẹgbẹ no Ợrùn
Portanto, todas as fortunas da riqueza devem seguir para a casa de Jánjásá
Asékéséké ìlèkè
Ìlèkè náà asékéséké
A fortuna das pessoas devem seguir para a casa de Jánjásá
Asékéséké ìlèkè
Ìlèkè náà asékéséké
A fortuna dos filhos devem seguir para a casa de Jánjásá
Asékéséké ìlèkè
Ìlèkè náà asékéséké
Todas as boas fortunas devem seguir para a casa de Jánjásá
Asékéséké ìlèkè
Ìlèkè náà asékéséké

O verso mostra que Jánjásá poder ser o nome do chefe de Ẹgbẹ Ợrùn, enquanto Ìyálóde é a chefe de Ègbè na Terra ou Jánjásá é outro nome para ela que é conhecida como Ìyálóde. Também apreciamos que há incontáveis Ìyálóde na Terra. Ìyálóde sonham estar perto da motivação e bem vestidas. Um de seus nomes de louvor é:
A d’aso bi eku eégún.
Que significa:
Ela que se veste com roupas coloridas, como um baile de máscaras.

Elas se encantam com festas, ser reconhecida com sua presença onde quer que esteja. Normalmente estão mentalmente distante e são criativas, Ìyálóde cuida bem de seus filhos e trabalha para sua segurança, proteção e sucesso.
A devoção ao Ẹgbẹ que a Ìyálóde dá, também proporciona aos filhos e pode trazer riqueza. Entretanto a classe de Ẹgbẹ que se conhece como:

Decano de Olódùmarè
Venham ver a divindade que os delegados de Olódùmarè
Concedem a seus filhos
Éré5 nunca concede seu saber à outra pessoa.

Outro verso para Ìyálóde diz:

Alátédé, Ìyálóde é um rei
Ele que tem antídoto contra Àbíkú
Não posso me atrever
Meu senhor está parte superior da árvore Ose
Onde mostram seus numerosos filhos como mercadorias.

Dar filhos, riquezas e proteção a seus devotos não são os únicos benefícios da devoção a Ìyálóde, os poderes psíquicos são comuns em todos do Ẹgbẹ, porém, é altamente mais atuante na Ìyálóde, a maioria dos psíquicos que podem aproveitar a energia do reino subconsciente o fazem através da ajuda de Ẹgbẹ. Infelizmente, muitos destes psíquicos não sabem que suas habilidades serão melhoradas através de Ẹgbẹ.

5- Outros nome pelo qual Ìyálóde é conhecida
6- Se tratam de filhos que morrem e voltam a Terra em várias ocasiões através dos mesmos pais.

No verdadeiro sentido, o duplo espiritual (Enikèjì Ợrùn) com o psíquico, mantém diálogos com o duplo espiritual do cliente para tirar informações, quanto mais forte é a afinidade do psíquico, maior será a transferência de informação.
Talvez as características que todos conhecem de Ìyálóde pode haver sido a razão dessa descrição que se encontra dentro de algum de seus nomes de louvor.

Ele que tudo vê de dentro para fora
Ele se envolve em sabedoria como tecido
Mulher multi-vestida com um lado da cintura incomodando os ladrões
É muito perigoso ofender Ìyálóde. Tão benevolente como ela é, também pode se má. Todas as formas conhecidas de Ajogun serão enviadas ao infrator.
Um de seus cantos de louvor diz:

O amigo do tocador do tambor dundun
Ele resgata alguém em dias ruins
Meu amor, não exija a hospitalidade que você não pode pagar7Ìyálóde
Isso faz seu vestido um traje de disfarce
Não há nada que o destino não possa estragar
Por favor não mexa em meu destino
Não use meu Ori como um dispositivo para assar inhames.


As linhas 6 e 7 desse canto, mostram que ofender Ìyálóde ou qualquer Ẹgbẹ equivale a colocar em perigo o próprio destino, não importando o quanto destino de alguém possa ser e carregar de bom. Se Ẹgbẹ é antagônico, alguém acordará na desgraça. Não há tabu em geral ou alimentos favoritos conhecidos para Ìyálóde, fora os alimentos favoritos de Ẹgbẹ. Mesmo que sendo um líder de Ẹgbẹ, muitas sacerdotisas dizem que a comida oferecida a Ìyálóde geralmente é maior em volume em comparação com outro tipo de Ẹgbẹ. 

Ire Alaafia


Tradução: Odé Ợlaigbo

sábado, 27 de maio de 2017

Deus segundo Spinoza, Baruch

Para de ficar rezando e batendo o peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Para de me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...
Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão.
Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz...
Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos.
Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste...
Do que mais gostaste?
O que aprendeste?
Para de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem.
Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato?
Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido? ...
Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro...
Aí é que estou batendo em ti.

Baruch de Espinoza (24 de novembro de 1632, Amsterdã — 21 de fevereiro de 1677, Haia), foi um dos grandes racionalistas e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Spinoza sem saber nos joga dentro do Ifismo/Culto de òrìşà e prega o cumprimento do nosso destino, a liberdade de escolha, a buscar ajuda nas forças da natureza e cumprir tudo aquilo que nossa filosofia prega.

Pegue sua vida e faça o melhor que puder com ela.

Epa Odù. Epá Òrìşà.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Ìbà Òşún oooooooooo



Os assuntos de Òşún são importantes.
Os assuntos de minha mãe são importantes.
Os assuntos de Òşún, são importantes.
Eu nunca brincarei com os assuntos de Òşún.
Os assuntos de Òşún são importantes.
Òşún, mulher valente, viril e muito experiente.
Minha mãe Origimoba, mulher como o homem,
Que fez a sua maior contribuição libertando, despertando e conscientizando as mulheres de todo o mundo desde o início.
Durante o tempo de vida física dos Irunmọlẹ neste planeta Terra, nossa mãe tentou o seu melhor antes de ascender através da água e deixar a Terra para o Céu.
Se não fosse por Òşún, às mulheres não seriam dadas qualquer reconhecimento e honra (Òsétúrá).
As mulheres não teriam conhecido os seus direitos e as tarefas à frente delas, se não fosse nossa mãe.
Você, como uma mulher, qual a contribuição que você quer dar para a humanidade e para a posteridade, como você será conhecida?
Firmemente levante-se para trabalhar até o ponto mais crítico de sua energia, na contribuição justa para a cultura de sua comunidade, o conjunto político, os costumes, a economia, a religião, a linguística, a tradição e outras formas de vida, para que seu nome possa ser registrado para a posteridade.
Seja corajosa, sábia, humilde, política e honesta como nossa mãe, Òşún Sengise.
Minha mãe, Otoro Ẹfọn, eu dou grandes elogios a você.
Ore Yèyé O!
Ore Yèyé O!
Ore Yèyé O!

Fatunde, Fakayode Fayemi
Tradução: Odé Ợlaigbò


domingo, 23 de abril de 2017

Òsá diz: Um mau Ori não é reconhecido na multidão



Uma cabeça atingida com a má sorte não se destaca desproporcionalmente
As pegadas de uma pessoa louca não são distinguidas no caminho
É impossível conhecer a cabeça de alguém que será coroado no meio da multidão.
Estas foram as declarações de Ifá para Mobowu
A esposa de Ògún
Quando eles faziam todas as coisas sem nenhum sucesso
Eles foram aconselhados a oferecer ebo.

Mobowu era a esposa de Ògún, antes deles se casarem, eles dois não haviam tido uma boa vida financeira. Quando eles se casaram a coisa piorou. Ògún estava experimentando uma série de perdas em seu trabalho. Ògún era um caçador, um ferreiro, um cantor e artista. Sempre que ela ia a montanha caçar, ele se deparava com elefante, búfalo, veados, antílopes, leões, leopardos e etc., sendo um homem de movimentos rápidos, ele mesmo assim nada conseguia. O irônico na situação era que ele não era capaz de rastrear onde as presas caiam ou fugiam, até depois de três dias quando o animal já estava infectado com moscas e vermes!
Um dia ele se sentou e estava murmurando sobre sua má sorte e um pensamento veio a sua mente, seria Mobowu, sua esposa, ela seria a raiz de seu infortúnio?
Não seria o espírito dela que estava trabalhando junto a ele?
Poderia ser, tinha que ser isso, suas pernas (Odù) estavam infectados espiritualmente com o infortúnio?
Quanto mais pensava no assunto, mais ele acreditava nessa ideia.
Ògún então raciocinou:
Era bem possível que essa era a única explicação, ou, não!
Desse momento em diante, Ògún percebeu que seu inimigo era sua esposa, que ela era o bloqueio e o tropeço contra seu progresso, que outro nome você poderia chamar uma mulher, a qual, tenha trago tanto infortúnio e tanta má sorte?
Pelo contrário, Mobowu era uma comerciante, mesmo que fosse uma comerciante de sucesso, antes dela se casar com Ògún, ela podia sem mais e nem menos sustentar a si mesma. Quando ela se mudou para a casa de Ògún, seus negócios de mercado despencaram completamente. Ela não tinha dinheiro para continuar seus negócios. Ela não podia pedir ajuda a seu esposo por que ela sabia que ele não tinha dinheiro. Ele foi à casa de seus pais e lhes pediu dinheiro. Antes que eles lhe dessem o dinheiro, eles a fizeram chorar sem parar por muitos dias. Ao final, o dinheiro foi dado, ela decidiu começar o seu negócio de farinha de milho e frituras de feijão. Ela comprou todos os materiais possíveis e necessários para o seu negócio, anunciou para todos os seus vizinhos e todos eles prometeram um bom patrocínio.
No dia em que ela começou seu negócio, ela não viu ninguém para comprar seus produtos, ela foi pelos arredores onde estavam seus vizinhos, porém, eles disseram a ela que já haviam comprado suas comidas e que ela voltasse no dia seguinte. Alguns deles disseram que não sabiam que ela começaria a vender naquele dia.
Alguns chegaram a dizer que duvidaram de que ela faria isso. Ao final, ela foi forçada a distribuir parte dos alimentos aos filhos e outras pessoas como presente. Antes de uma lua cheia, ela já havia gastado todo o dinheiro que seus pais lhe haviam dado. Ela chorou amargamente. Quanto mais chorava, mais odiava seu esposo. Ela se lembrou que haviam outros pretendentes que haviam feito a corte a ela, porém, seus pais os recusaram, preferindo Ògún em vez dos outros. Para piorar as coisas, todos aqueles que foram seus pretendentes estavam vivendo muito bem, se ela tivesse tido a sorte de se casar com algum deles, ela não estaria nesse estado de vários problemas em que se encontrava. Quanto mais refletia sobre isso, mais ela odiava seu esposo, Ògún. Chegou a um ponto que não havia nada que Ògún fizesse que a impressionasse, ela se metia com ele em todas as oportunidades.
No entanto um dia, Mobowu lhe pediu que trouxesse dinheiro para alguns utensílios da casa, Ògún respondeu, enfurecendo até o ponto que ela começou a falar impropérios e abusos para seu esposo. Não houve um só insulto que ela não usou para qualifica-lo. Ela fez isso até ele se dar conta que era o responsável por todos os seus infortúnios e má sorte.
Se não fosse por ele, ela disse, ela poderia estar desfrutando sua vida em um outro lugar. Ela mau disse, humilhou e abusou dele por mais de cinco horas. Ògún simplesmente ficou calado. Isso o molestou ainda mais. Ela gritava o mais alto possível. Mesmo assim, Ògún não disse nada. Ela agarrou a roupa de Ògún, ela bateu e o esbofeteou repetidas vezes, ela disse:
Você é um marido desocupado, não serve para nada.
Ela gritou com ele: 
Você é louco!
Ògún derrepente gritou:
Você também é louca!
Ela usou suas unhas para rasgar o rosto de Ògún. Isso fez com que Ògún batesse nela. Nesse momento ela decidiu se divorciar de Ògún e pôr um fim a todos os sofrimentos. Ele decidiu ir consultar Ifá para encontrar a forma mais fácil e rápida dela pôr fim a seu matrimônio com Ògún. Ela foi ao grupo de Áwo citado acima.
Durante a consulta a Ifá, Òsá mèjì foi revelado. O Áwo lhe informou que ela estava a ponto de dar um passo e ela havia vindo para saber o resultado de sua decisão.
Ela foi advertida a não dar esse passo uma vez que ela estaria presa ao arrependimento por haver tomado essa decisão errada que causaria arrependimento para o resto de sua vida. A ela foi informado que toda sua consideração estava baseada em dinheiro e em bem estar financeiro somente. Ela estava segura que havia muitas outras coisas que eram cruciais em um casamento que apenas o dinheiro. A ela também foi dito que ela havia sido abençoada com filhos, boa saúde, segurança e posição social na comunidade, tudo isso ela havia ignorado somente por que seu esposo não era rico nesse momento. Eles perguntaram o que havia feito ela pensar que essa maré não poderia mudar para ela e seu esposo em um futuro próximo?
Eles a advertiram a ela que não usasse linguagem abusiva contra seu esposo novamente e que desse a seu esposo a oportunidade de melhorar seu bem estar e de sua família, eles também disseram que os dois, marido e esposa, haviam se ofendido desnecessariamente e incessantemente. Foi por isso que nenhum dos dois pode ver alguma coisa boa ou benevolente em cada um.
Ao final, Mobowu, foi aconselhada a oferecer ebo tal como descrito acima, ela foi aconselhada a voltar para casa e que desse uma chance a paz. Ela obedeceu a todos os conselhos dos Áwo, ela regressou para casa, completamente determinada a dar uma chance a seu esposo, ela também decidiu mudar seu comportamento e sua atitude em relação a seu esposo.
Quando ela regressou para casa, ela começou a fazer todas as tarefas da casa, que ela havia abandonado até então. Antes que Ògún regressasse para casa, sua comida estava pronta, ela serviu sua comida com respeito. A princípio Ògún estava surpreso, logo Ògún se deu conta que sua esposa verdadeiramente havia mudado para melhor. Eles começaram a ver as virtudes de cada um, enquanto eles estavam cegos antes de seu amor começar a crescer. Eles se tornaram muitos carinhosos um com o outro, eles logo se deram conta que o dinheiro não era tão importante em suas vidas, eles concluíram que o amor, respeito mútuo e entendimento um pelo outro era tudo que precisavam.

Òsá mèjì diz:

Uma cabeça atingida com a má sorte não se destaca desproporcionalmente
As pegadas de uma pessoa louca não são distinguidas no caminho
É impossível conhecer a cabeça de alguém que será coroado no meio da multidão.
Estas foram as declarações de Ifá para Mobowu
A esposa de Ògún
Quando eles faziam todas as coisas sem nenhum sucesso
Eles foram aconselhados a oferecer ebo.
Eles foram aconselhados a oferecer ebo
Aquele que se tornará rei no futuro
Ninguém pode dizer com certeza
Que o casal deixe de se ofender com nomes de baixo calão
Quem será coroado rei amanhã?
Ninguém sabe.
Ifá diz que com amor e entendimento a vida desse casal será boa. A porta do sucesso está aberta.

Epá Odù, Epá òrìşà.

The Book Ifá Dida 1
S. Popoola.

Tradução: Odé Ợlaigbò